Manual de Identidade Visual: O que é? Para que serve?

Quando você vê um logotipo conhecido, imediatamente associa aquele desenho com uma determinada marca.

Mas engana-se quem pensa que essa marca signifique apenas esse desenho.

Para chegar ao resultado visual com o quais você se depara nas ruas, comércios, TV, internet, entre outros meios, existe um profundo estudo que envolve comunicação, posicionamento, estudo de mercado e muitas outras informações. E tudo isso, nasce de um manual de identidade visual.

Saber mais sobre esse assunto é essencial para qualquer colaborador – seja o CEO de uma pequena empresa ou o assistente – que será o representante dessa marca junto ao público.

Siga conosco e confira!

O que é um manual de identidade visual

Imagine que uma marca seja como um organismo vivo. E que para explicar o que é esse organismo vivo, e como ele se adapta às mais diferentes situações do presente e futuro, exista um manual completo que indica e explica absolutamente tudo sobre ele.

O manual de identidade visual contém cores, formas, espaçamentos, aplicações, entre outros direcionamentos gráficos que indicam como uma marca deve ser vista pelo público.

Qual a importância do manual de identidade visual

Seja para soluções simples, como identificar uma determinada marca nas redes sociais, documentos impressos ou para soluções mais complexas, como adaptar prédios, frotas, aparelhos, uniformes e qualquer objeto que represente a presença daquela empresa no público, um manual de identidade visual é fundamental.

Imaginemos, por exemplo, uma pequena empresa onde poucos colaboradores trabalham a presença de marketing e comunicação da marca a qual representam.

Eles precisarão de um manual com indicações básicas sobre cores, adaptações, formatos e aplicações para que aquela marca não seja descaracterizada publicamente e, principalmente, ganhe força na percepção do público.

Agora, imagine que estamos diante de uma grande empresa, como a Nike, por exemplo, onde além de profissionais internos, a empresa também conta com a colaboração de agências de comunicação e publicidade. Considere que o trabalho de desenvolvimento e aplicação dessa marca é feito por centenas de profissionais ao mesmo tempo, para diferentes finalidades, todos os dias.

Logo, para uma empresa desse porte, é indispensável que todos saibam exatamente como fazê-lo. Qualquer tipo de adaptação visual que não esteja nesse manual, poderá trazer inúmeros prejuízos para a marca.

Como é um manual de identidade visual

Esse documento pode variar conforme o tamanho e grau de maturidade de uma marca. Como dissemos, uma pequena empresa pode ter menores necessidades de direcionamento – que evoluirão com o tempo – enquanto multinacionais precisam dos mais específicos detalhes para que nada fuja à personalidade que a marca deseja representar.

A criação do manual

Já na confecção do material, é necessário ter cuidados importantes, como a aplicação dos direcionamentos em fundo branco para evitar interferências na legibilidade e cores que orientam informações.

Capa

Todo manual deve ter como primeira página a capa. É muito importante que já a capa, inclusive, apresente a aplicação ideal da marca.

Sumário

Quanto mais extenso for o manual de identidade, mais importante será o sumário. Isso será fundamental para facilitar que os profissionais que o utilizam como guia em momentos oportunos.

Apresentação

Localizado no início do documento, é um conteúdo que deve apresentar os dados da empresa, contar um pouco de sua história, apresentar o corpo diretivo e divulgar dados de contato. É de bom tom deixar um pequeno espaço mencionando a agência ou profissionais responsáveis pela criação do manual.

Introdução ou Objetivo

Nesse campo é importante descrever uma apresentação institucional da empresa, como um briefing. Nesse item devem ser mencionados:

  • Histórico da empresa e seus anos de evolução
  • Missão, visão e valores
  • Objetivos de marca
  • Posicionamento
  • Compromisso
  • Entre outras informações relevantes

Apresentação da marca

Aqui a marca começa a ser formalmente descrita. Devem ser apresentados os elementos que a compõem, como a explicação sobre o conceito e os principais pilares que conduziram o processo de criação do documento. Além disso, pode ser apresentada a identidade visual da marca com seus elementos gráficos.

Versões de aplicação da marca

Entre as obrigações técnicas do designer que está desenvolvendo o manual de identidade visual, está a previsão de diferentes aplicações da marca, que pode ser vertical ou horizontal.

Aplicação da marca na vertical (em disposição quadrada):

É uma aplicação onde o símbolo fica em posição superior do logo tipo. É um tipo de aplicação para espaços dimensionados em formato quadrado.

Aplicação da marca na horizontal (em disposição retangular):

Comumente é quando o símbolo da marca fica posicionado ao lado do logotipo. É uma solução aplicada em espaços, geralmente, retangulares.

Grade

É uma prancha de orientação com o grid de construção da marca, ou seja, é a aplicação do desenho técnico. Um grid tem como base módulos, tendo como função direcionar o desenvolvimento da marca. Isso ajudará na organização e proporções do símbolo e logotipo.

Tipografia institucional

Designa qual será a principal fonte (tipo de letra) que representará as aplicações textuais da marca. Isso garantirá que, para aplicações de conteúdos, a marca seguirá em coerência visual seja qual for a aplicação – impressa ou digital.

Cores institucionais

Apresenta os principais tons aplicados na marca – os quais jamais deverão ser alterados. As cores devem ser descritas para que sejam fielmente aplicadas em RGB ou CMYK.

Elementos adicionais

É o espaço que descreve elementos adicionais, caso existam. Texturas, elementos visuais ou padrões que reforcem a identificação da marca.

Limitações

É muito importante definir limites para a aplicação da marca. É, sem dúvidas, um dos principais pontos da identidade visual. Entre as principais limitações, estão:

  • Área Livre: é um espaço em branco que deve direcionar o respiro mínimo ao redor da marca. Isso garantirá que não haverá influência na leitura.
  • Dimensões mínimas: descreve o tamanho mínimo necessário para que não ocorram distorções ou erros de leitura da marca.
  • Versões monocromáticas: prevê aplicações em preto e branco e tons monocromáticos, antecipando possíveis necessidades de impressão.
  • Aplicações em fundos diferentes: prevê a aplicação em fundos escuros, em imagens ou fundos coloridos. Isso evita contrastes problemáticos para a leitura da marca.
  • Assinaturas diversas: indica a aplicação da marca com um elemento complementar, como slogan, assinatura e outros símbolos, como registro e TM.
  • Proibições: indica que a marca deve ser precisamente como indicada como o manual. É importante exemplificar aplicações erradas para deixar clareza quanto às proibições.

Aplicações da marca

Nesse tópico é importante indicar a aplicação variada, seja em materiais de papelaria, como envelopes, cartões e papéis timbrados, ou em componentes de identificação, como brindes, sacolas, uniformes e frotas.

É fundamental especificar os elementos essenciais que deverão compor esses materiais, ou seja, indicar o tipo de fonte, o tamanho das margens, o formato de aplicação, as dimensões da aplicação e o alinhamento necessário.

Conclusão

Ter um bom manual de identidade visual é fundamental para garantir profissionalismo na apresentação de sua marca, garantir que sua aplicação não seja desvirtuada e, principalmente, valorizá-la.

E então, entendeu a importância e como fazer um bom manual de identidade visual? Quer aprender ainda mais para evitar erros nas atividades de sua empresa? Então aproveite para conferir nosso post sobre Qual a diferença entre marketing de conteúdo e marketing para as mídias sociais!

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